SANTA PAULA MONTAL (1799 – 1889)
Fundadora da Congregação Escolápia Feminina e das Escolas Pias para meninas.
Em 11 de Outubro de 1799, em Arenys, uma vila banhada pelo mar Mediterrâneo, na costa catalã, nasceu Paula Montal Fornés. Ela se tornaria uma grande mulher educadora e a santa fundadora das Escolápias.
Mulher paciente, simples, empreendedora e trabalhadora, Paula aprendeu com sua mãe a viver a realidade cotidiana com os pés no chão. Ao mesmo tempo, aprendeu que sua maior segurança estava em Deus. Assim, passou a olhar a vida com o olhar de Jesus, a quem amava profundamente e em quem encontrava força. Por isso, não tinha medo de correr riscos. Sempre foi uma mulher de oração, capaz de reconhecer Deus em tudo o que fazia e de admirá-lo em sua criação.
Sua oração era simples e profunda, fácil de transmitir às alunas. Ensinava-as a contemplar, admirar e sentir a presença de Deus no cotidiano. Para muitas meninas, Paula foi uma verdadeira mestra de oração. Ajudava-as a abrir as janelas da alma para o humano e para o Senhor. Sob a proteção de Deus colocava tudo aquilo que mais amava: suas escolas, suas meninas e suas famílias.
A santidade de Paula Montal manifesta-se na simplicidade da vida diária: no trabalho generoso, no amor que se transforma em serviço, na alegria da entrega e na fidelidade aos pequenos gestos de cada dia. Viveu com humildade e obediência, colocando tudo nas mãos daquele em que se sentia sustentada e amada.
Além disso, Paula Montal foi fundadora. Reuniu ao seu redor companheiras que como ela, desejava viver a bela missão de educar. Inspirada pela pedagogia e espiritualidade de São José de Calasanz, seu sonho de ser verdadeiramente Escolápia tornou-se realidade. No dia 2 de fevereiro de 1847, juntamente com suas primeiras companheiras , fez sua profissão religiosa. Assim nasceu a primeira congregação feminina espanhola do século XIX, dedicada exclusivamente à educação de meninas e jovens.
Hoje Paula Montal é uma filha de Arenys reconhecida em todo o mundo. Suas escolas estão presentes em diversos países, onde milhares de crianças e jovens continuam sendo educados segundo os valores que Madre Paula desejou para suas instituições: uma formação sólida, o encanto pelo aprendizado, a proximidade com as famílias e o cuidado com educadores e estudantes.
Desde a primeira escola inaugurada em Figueras, até 26 de fevereiro de 1889, quando Paula morreu em Olesa de Montserrat, sua missão já havia se espalhado por muitos lugares. Em todos eles tornavam-se realidade o seu lema: “Quero salvar as famílias, ensinando às meninas o santo Temor de Deus”. Um temor que expressa, na verdade, o amor profundo de Deus por cada uma dessas meninas – amor que Madre Paula desejava que elas conhecessem e retribuísse.
SÃO JOSÉ DE CALASANZ (1556 – 1648)
Fundador das Escolas Pias e da 1ª Escola Gratuita do Mundo
São José de Calasanz nasceu em Peralta de La Sal, província de Huesca, em 1556. Estudou Teologia e Direito nas cidades de Lérida, Valência e Alcalá, sendo ordenado sacerdote em 1553. Faleceu em Roma, no dia 25 de agosto de 1648.
Após atuar em algumas paróquias e servir como secretário de seu bispo, viajou para Roma em 1592, em busca de uma missão na Igreja. Foi nesse contexto que entrou em contato com as regiões mais pobres da cidade e se sensibilizou com a realidade dos meninos de rua, que não tinham acesso à educação. Diante dessa necessidade, fundou uma escola gratuita na paróquia de Santa Doroteia, no bairro do Trastevere.
Dedicou-se de tal forma a essa missão que, em 1602, decidiu reorientar completamente sua vida, afirmando: “Encontrei a maneira definitiva de servir a Deus, educando os meninos. Não a deixarei por coisa alguma”. Assim nasceram as Escolas Pias, oficialmente em 1617.
Reconhecido como um visionário de seu tempo, São José de Calasanz fundou, em 1597, em Roma, a primeira escola popular e gratuita do mundo, antecipando em cerca de dois séculos a organização da escola pública em diversos Estados modernos.
Em seu Memorial ao Cardeal Miguel Ângelo TontiI, escrito em 1621, expressou a grandeza de sua missão educativa: “O Mistério da Educação é, na verdade: o mais digno, o mais nobre, o de maior mérito, o mais benéfico, o mais útil, o mais necessário, o mais natural, o mais razoável, o mais grato, o mais atrativo, o de maior glória”.

